sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

HOMILIA DO PAPA AO INAUGURAR O ANO SACERDOTAL



Queridos irmãos e irmãs:

Na antífona do Magnificat, dentro de pouco, cantaremos: “O Senhor nos acolheu em seu coração”, “Suscepit nos Dominus in sinum et cor suum”. No Antigo Testamento, fala-se 26 vezes do coração de Deus, considerado como o órgão da sua vontade: em referência ao coração de Deus, o homem é julgado. Por causa da dor que seu coração sente pelos pecados do homem, Deus decide o dilúvio, mas depois se comove diante da fraqueza humana e perdoa. Depois, há uma passagem do Antigo Testamento em que o tema do coração de Deus se expressa de maneira totalmente clara: encontra-se no capítulo 11 do livro do profeta Oseias, em que os primeiros versículos descrevem a dimensão do amor com que o Senhor se dirige a Israel na aurora de sua história: “Quando Israel era menino, eu o amei e do Egito chamei meu filho” (v. 1). Na realidade, à incansável predileção divina, Israel responde com indiferença e inclusive com ingratidão. “Mas quanto mais os chamava, tanto mais eles se afastavam de mim” (v. 2). No entanto, Ele não abandona Israel nas mãos dos inimigos, pois “meu coração se contorce dentro de mim, minhas entranhas comovem-se” (v. 8).

O coração de Deus se estremece de compaixão! Na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a Igreja apresenta este mistério à nossa contemplação, o mistério do coração de um Deus que se comove e oferece todo o seu amor à humanidade. Um amor misterioso, que nos textos do Novo Testamento nos é revelado como incomensurável paixão de Deus pelo homem. Não se rende diante da ingratidão, nem sequer diante da rejeição do povo que Ele escolheu; mais ainda, com infinita misericórdia, envia ao mundo seu Filho unigênito para que carregue sobre si o destino do amor destruído; para que, derrotando o poder do mal e da morte, possa restituir a dignidade de filhos aos seres humanos escravizados pelo pecado. Tudo isso com um preço muito caro: o Filho unigênito do Pai se imola na cruz: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (cf. João 13, 1). Símbolo deste amor que vai muito além da morte é seu lado atravessado por uma lança. Neste sentido, uma testemunha ocular – o apóstolo João – afirma: “Um dos soldados traspassou-lhe o lado com uma lança e imediatamente saiu sangue e água” (cf. João 19, 34).

Queridos irmãos e irmãs: obrigado, pois, respondendo ao meu convite, viestes em grande número a esta celebração, pela qual entramos no Ano Sacerdotal. Saúdo os senhores cardeais e os bispos, em particular o cardeal prefeito e o secretário da Congregação para o Clero, junto a seus colaboradores, e o bispo de Ars. Saúdo os sacerdotes e seminaristas dos colégios de Roma; os religiosos e religiosas e a todos os fiéis. Dirijo uma saudação especial a Sua Beatitude Ignace Youssef Younan, patriarca de Antioquia dos Sírios, que veio a Roma para visitar-me e manifestar publicamente a ecclesiastica communio (comunhão eclesial, N. da T.), que lhe foi concedida.

Queridos irmãos e irmãs: detenhamo-nos para contemplar juntos o Coração traspassado do Crucificado. Mais uma vez, acabamos de escutar, na breve leitura tomada da carta de São Paulo aos Efésios, que “Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo – pela graça fostes salvos! – e com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, em Cristo Jesus” (Efésios 2, 4-6). Estar em Cristo Jesus significa já sentar-se nos céus. No Coração de Jesus se expressa o núcleo essencial do cristianismo; em Cristo nos é revelada e entregue toda a novidade revolucionária do Evangelho: o Amor que nos salva e nos faz viver já na eternidade de Deus. O evangelista João escreve: “Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (3, 16). Seu Coração divino chama então nosso coração; convida-nos a sair de nós mesmos e a abandonar nossas seguranças humanas para fiar-nos d’Ele e, seguindo seu exemplo, a fazer de nós mesmos um dom de amor sem reservas.

Se é verdade que o convite de Jesus a “permanecer em seu amor” (cf. João 15, 9) se dirige a todo batizado, na festa do Sagrado Coração de Jesus, Dia de Santificação Sacerdotal, este convite ressoa com maior força para nós, sacerdotes, em particular nesta tarde, solene início do Ano Sacerdotal, que convoquei por ocasião do 150º aniversário da morte do Santo Cura de Ars. Vem-me imediatamente à mente uma bela e comovedora afirmação, referida no Catecismo da Igreja Católica: “O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus” (n. 1589). Como não recordar com comoção que diretamente desse Coração manou o dom do nosso ministério sacerdotal? Como esquecer que nós, presbíteros, fomos consagrados para servir, humilde e autorizadamente, ao sacerdócio comum dos fiéis? Nossa missão é indispensável para a Igreja e para o mundo, que exige fidelidade plena a Cristo e uma incessante união com Ele; isto é, exige que busquemos constantemente a santidade, como fez São João Maria Vianney. Na carta que vos dirigi por ocasião deste ano jubilar especial, queridos sacerdotes, eu quis sublinhar alguns aspectos que qualificam nosso ministério, fazendo referência ao exemplo e ao ensinamento do Santo Cura de Ars, modelo e protetor de todos os sacerdotes, em particular dos párocos. Espero que este meu texto vos sirva de ajuda e estímulo para fazer deste ano uma ocasião propícia para crescer na intimidade com Jesus, que conta conosco, seus ministros, para difundir e consolidar seu Reino, para difundir seu amor, sua verdade. E, portanto, “a exemplo do Santo Cura de Ars, deixai-vos conquistar por Ele e sereis, também vós, no mundo de hoje, mensageiros de esperança, reconciliação e paz”.

Deixar-se conquistar totalmente por Cristo! Este foi o objetivo de toda a vida de São Paulo, a quem dirigimos nossa atenção durante o Ano Paulino, que já está terminando; esta foi a meta de todo o ministério do Santo Cura de Ars, a quem invocaremos particularmente durante o Ano Sacerdotal; que este seja também o principal objetivo de cada um de nós. Para ser ministros ao serviço do Evangelho, é certamente útil e necessário o estudo com uma atenta e permanente formação pastoral, mas é ainda mais necessária essa “ciência do amor”, que só se aprende de “coração a coração” com Cristo. Ele nos chama a partir o pão do seu amor, a perdoar os pecados e a guiar o rebanho em seu nome. Precisamente por este motivo, não podemos nos afastar nunca do manancial do amor que é seu Coração atravessado na cruz.

Somente assim seremos capazes de cooperar eficazmente com o misterioso “desígnio do Pai”, que consiste em “fazer de Cristo o coração do mundo”, desígnio que se realiza na história na medida em que Jesus se converte no Coração dos corações humanos, começando por aqueles que estão chamados a estar mais perto d’Ele, os sacerdotes. As “promessas sacerdotais” que pronunciamos no dia da nossa ordenação e que renovamos cada ano, na Quinta-Feira Santa, na Missa Crismal, voltam a nos recordar este constante compromisso. Inclusive nossas carências, nossos limites e fraquezas devem nos conduzir ao Coração de Jesus. Se é verdade que os pecadores, ao contemplá-lo, devem aprender a necessária “dor dos pecados” que volta a conduzi-los ao Pai, isso se aplica ainda mais aos ministros sagrados. “Como esquecer que nada faz a Igreja, Corpo de Cristo, sofrer mais que os pecados dos seus pastores, sobretudo daqueles que se convertem em “ladrões de ovelhas” (João 10, 1ss), seja porque as desviam com suas doutrinas privadas, seja porque as atam com os laços do pecado e da morte? Também para nós, queridos sacerdotes, aplica-se o chamado à conversão e a recorrer à Misericórdia Divina, e igualmente devemos dirigir com humildade incessante a súplica ao Coração de Jesus para que nos preserve do terrível risco de causar dano àqueles a quem devemos salvar.

Há pouco, pude venerar, na Capela do Coro, a relíquia do Santo Cura de Ars: seu coração. Um coração inflamado de amor divino, que se comovia frente ao pensamento da dignidade do sacerdote e falava aos fiéis com tons tocantes e sublimes, afirmando que “depois de Deus, o sacerdote é tudo!... Ele próprio não se entenderá bem a si mesmo, senão no céu” (cf. Carta para o Ano Sacerdotal). Cultivemos, queridos irmãos, esta mesma comoção, seja para cumprir nosso ministério com generosidade e dedicação, seja para custodiar na alma um verdadeiro “temor de Deus”: temor de poder privar de tanto bem, por nossa negligência ou culpa, as almas que nos foram confiadas, ou de poder causar-lhes dano. Que Deus não o permita! A Igreja tem necessidade de sacerdotes santos, de ministros que ajudem os fiéis a experimentar o amor misericordioso do Senhor e sejam suas testemunhas convictas. Na adoração eucarística, após a celebração das Vésperas, pediremos ao Senhor que inflame o coração de cada presbítero com essa caridade pastoral capaz de fundir seu “eu” no de Jesus sacerdote, para assim poder imitá-lo na mais completa entrega de si mesmo. Que nos obtenha esta graça a Virgem Mãe, de quem amanhã contemplaremos com viva fé o Coração Imaculado. O Santo Cura de Ars vivia uma filial devoção por ela, até o ponto de que, em 1836, antecipando-se à proclamação do dogma da Imaculada Conceição, já havia consagrado sua paróquia a Maria “concebida sem pecado”. E manteve o costume de renovar frequentemente esta oferenda da paróquia à Santa Virgem, ensinando aos fiéis que “basta dirigir-se a ela para ser escutados”, pela simples razão de que ela “deseja sobretudo ver-nos felizes”. Que Nossa Senhora, nossa Mãe, nos acompanhe no Ano Sacerdotal que iniciamos hoje, para que possamos ser guias firmes e iluminados para os fiéis que o Senhor confia aos nossos cuidados pastorais. Amém!

[Tradução: Aline Banchieri.


NOVENA A SÃO JUDAS TADEU


1º Dia – São Judas ajuda-nos a compreender a realidade.

São Judas Tadeu, escolhido por Cristo, o amor profundo a Jesus fez que soubésseis escolher o caminho de Deus, na pregação do Evangelho. É necessário que aprendamos vossas virtudes, sigamos vosso exemplo como melhor meio de tornarmo-nos discípulos de Cristo.

Que nós sigamos o vosso exemplo tanto na alegria e na vitória, na luta e no sofrimento. Que compreendamos que todas as realidades, agradáveis ou difíceis, deverão ser assumidas como oportunidades benfazejas, que nos levarão ao crescimento na fé e à capacidade de servir no amor de Cristo.

São Judas Tadeu, alcançai-me a graça que vos peço (faça seu pedido com fé). Eu vos prometo, ó bendito São Judas Tadeu, lembrar-me sempre desta graça e nunca deixar de vos louvar e honrar. Farei tudo para espalhar através de minha vida e meu testemunho o amor ensinado por Jesus e vivido por vós.

São Judas Tadeu, rogai por nós!

Pai Nosso, ...
Ave Maria ...
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre amém.

2º Dia – São Judas, queremos ser construtores do Reino.

São Judas Tadeu, Apóstolo e construtor do Reino de Deus, que espalhastes a Boa Nova da Salvação em Cristo, desejamos que venha o quanto antes o Reino de Deus a todos os homens, sedentos de Deus e da sua verdade. É preciso que muitos sejam como vós fostes: construtores do Reino de Deus.

Desejamos ser apóstolos e propagadores da mensagem, da verdade e do amor que Cristo ensinou e dar testemunho cristão nos ambientes em que vivemos sem vacilar na fé e na esperança. Queremos dar testemunho, vivendo o Evangelho, mediante o amor que nos compromete com Cristo.

São Judas Tadeu, alcançai-me a graça que vos peço (faça seu pedido com fé). Eu vos prometo, ó bendito São Judas Tadeu, lembrar-me sempre desta graça e nunca deixar de vos louvar e honrar. Farei tudo para espalhar através de minha vida e meu testemunho o amor ensinado por Jesus e vivido por vós.

São Judas Tadeu, rogai por nós!

Pai Nosso, ...
Ave Maria ...
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre amém.

3º Dia – São Judas, ajudai-nos a sermos irmãos.

São Judas Tadeu, Apóstolo de Jesus Cristo e servidor dos homens, vós que vistes o exemplo de Cristo, que veio para servir e não para ser servido, rogai por nós para que compreendamos o valor do serviço desinteressado e gratuito.

Auxiliai-nos a adquirir o sentido da doação ao próximo, na família, no trabalho e na comunidade. Vós que fizestes de vossa vida uma doação total, pelo anúncio do Evangelho e pelo testemunho de Cristo até o martírio, inspirai-nos coragem e sabedoria, para colocarmos nossas energias e talentos a serviço do irmão.

São Judas Tadeu, alcançai-me a graça que vos peço (faça seu pedido com fé). Eu vos prometo, ó bendito São Judas Tadeu, lembrar-me sempre desta graça e nunca deixar de vos louvar e honrar. Farei tudo para espalhar através de minha vida e meu testemunho o amor ensinado por Jesus e vivido por vós.

São Judas Tadeu, rogai por nós!

Pai Nosso, ...
Ave Maria ...
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre amém.

4º Dia – São Judas, ajudai-nos a sermos generosos.

São Judas Tadeu, Apóstolo sempre fiel ao chamado do Mestre e obediente à voz do Pai, nada vos afastou de seu plano de amor. De vós queremos aprender a renunciar a qualquer plano egoísta para aceitar em tudo a vontade do Pai.

Ajudai-nos, São Judas, a sermos generosos no seguimento de Cristo, e humildes na renúncia a tudo o que nos afasta de seu caminho. Fazei que procuremos, em primeiro lugar, o que nos torna instrumentos de paz e sinais de Cristo para nossos irmãos.

São Judas Tadeu, alcançai-me a graça que vos peço (faça seu pedido com fé). Eu vos prometo, ó bendito São Judas Tadeu, lembrar-me sempre desta graça e nunca deixar de vos louvar e honrar. Farei tudo para espalhar através de minha vida e meu testemunho o amor ensinado por Jesus e vivido por vós.

São Judas Tadeu, rogai por nós!

Pai Nosso, ...
Ave Maria ...
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre amém.

5º Dia – São Judas, ajudai-nos a sermos puros de coração.

São Judas Tadeu, Apóstolo de Jesus Cristo e sinal de santidade de Deus, ajudai-nos a alcançar a graça da pureza de intenções para que nosso interior seja fonte de paz e bondade, jorrando a vida de Deus para nossos irmãos.

Que saibamos ser donos de nós mesmos e de nossos sentidos, e possamos estar entre aqueles que são chamados bem-aventurados porque são puros de coração. Conquistai-nos um coração puro, para que através dele possamos enxergar o Cristo em nosso caminho e indicá-lo aos irmãos.

São Judas Tadeu, alcançai-me a graça que vos peço (faça seu pedido com fé). Eu vos prometo, ó bendito São Judas Tadeu, lembrar-me sempre desta graça e nunca deixar de vos louvar e honrar. Farei tudo para espalhar através de minha vida e meu testemunho o amor ensinado por Jesus e vivido por vós.

São Judas Tadeu, rogai por nós!

Pai Nosso, ...
Ave Maria ...
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre amém.

6º Dia – São Judas, ajudai-nos a sermos fiéis à Verdade.

São Judas Tadeu, Apóstolo e instrumento de reconciliação, alcançai-nos do Pai o dom da firmeza diante do mal, do egoísmo e da injustiça. Fazei-nos sempre atentos à advertência de Cristo: "Vigiai e orai, para não cairdes em tentação".

Vós que lutastes para vencer o pecado, dai-nos um espírito resoluto e a graça de não cairmos em tentação. E se isto acontecer, rogai por nós, para termos ânimo de nos reerguermos e voltarmos à união com Cristo, vosso e nosso Mestre.

São Judas Tadeu, alcançai-me a graça que vos peço (faça seu pedido com fé). Eu vos prometo, ó bendito São Judas Tadeu, lembrar-me sempre desta graça e nunca deixar de vos louvar e honrar. Farei tudo para espalhar através de minha vida e meu testemunho o amor ensinado por Jesus e vivido por vós.

São Judas Tadeu, rogai por nós!

Pai Nosso, ...
Ave Maria ...
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre amém.

7º Dia – São Judas, ajudai-nos a termos fé.

São Judas Tadeu, Apóstolo e homem de fé inabalável, a ponto de fazerdes de Cristo vossa única e absoluta certeza, rogai por nós, para que cresça nossa fé e se torne luz para os irmãos. Reconhecemos, diante de Deus, que freqüentemente nossa fé é vacilante e frágil. Sabemos que é um precioso dom de Deus, que é preciso acolher com simplicidade, cultivar pela oração e pelo reconhecimento do evangelho.

Ajudai-nos a pedir humildemente, como vós pedistes com os apóstolos: Senhor, aumentai a nossa fé!

São Judas Tadeu, alcançai-me a graça que vos peço (faça seu pedido com fé). Eu vos prometo, ó bendito São Judas Tadeu, lembrar-me sempre desta graça e nunca deixar de vos louvar e honrar. Farei tudo para espalhar através de minha vida e meu testemunho o amor ensinado por Jesus e vivido por vós.

São Judas Tadeu, rogai por nós!

Pai Nosso, ...
Ave Maria ...
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre amém.

8º Dia - São Judas, ajudai-nos sermos solidários.

São Judas Tadeu, Apóstolo e irmão dos pobres, hoje vos pedimos que nos alcanceis o espírito de pobreza. Com Cristo anunciastes a boa nova aos pobres e dele ouvistes a solene proclamação: "Bem-aventurados os que têm espírito de pobre porque deles é o reino do céu".

Rogai por nós, para que o desejo de lucro não nos domine e a ganância de ter mais não tire a capacidade de doar-nos aos mais necessitados e de sermos solidários com os pobres, os doentes, os oprimidos e marginalizados. Encorajados pelo testemunho dos apóstolos, não nos falte o senso de fraternidade, para trabalharmos com todas a forças pela defesa e promoção dos mais desamparados. E que aprendamos a reconhecer em cada um deles o próprio Cristo, nosso irmão e Senhor!

São Judas Tadeu, alcançai-me a graça que vos peço (faça seu pedido com fé). Eu vos prometo, ó bendito São Judas Tadeu, lembrar-me sempre desta graça e nunca deixar de vos louvar e honrar. Farei tudo para espalhar através de minha vida e meu testemunho o amor ensinado por Jesus e vivido por vós.

São Judas Tadeu, rogai por nós!

Pai Nosso, ...
Ave Maria ...
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre amém.

9º Dia – São Judas, ajudai-nos a sermos homens novos.


São Judas Tadeu, Apóstolo e Mártir, que experimentastes no convívio com Cristo o infinito amor do seu Coração, alcançai-nos a graça da conversão, para que nossos corações se tornem semelhantes ao Dele.

Reconhecemos em Jesus o homem que mais amou, e modelo para todos os homens de bom coração. Por vossa intercessão, sejamos renovados interiormente, segundo a promessa de Deus, de derramar sobre nós uma água pura e dar-nos um coração novo.

São Judas Tadeu, alcançai-me a graça que vos peço (faça seu pedido com fé). Eu vos prometo, ó bendito São Judas Tadeu, lembrar-me sempre desta graça e nunca deixar de vos louvar e honrar. Farei tudo para espalhar através de minha vida e meu testemunho o amor ensinado por Jesus e vivido por vós.

São Judas Tadeu, rogai por nós!

Pai Nosso, ...
Ave Maria ...
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre amém.

REFORMA DA MATRIZ!




AJUDE ESSE SONHO SE TORNAR REALIDADE:




Antecedentes

Há mais de um século um devoto trouxe da Bahia uma Imagem do Senhor Bom Jesus (a qual se acha, hoje, em casa de Dona Odila Portugal) e começou a festejar no dia 06 de agosto de cada ano, no lugar, onde hoje é a esquina do “Pedro Castelo”.
E, por causa desta festa o Quarteirão ficou sendo chamado de Senhor Bom Jesus.
Como a cidade de Campo Largo começou a se desenvolver por causa das inúmeras Fábricas de Louça e Porcelana, hoje, já é Bairro Bom Jesus.
Surgiu a idéia de se construir uma Igreja no Bairro.
O Sr Domingos Andreassa doou o terreno e começaram a construção de uma Capela.
No dia 4 de agosto de 1963, foi benzida pelo Revmo Côn Alberto Rogaczewski, a 1a Pedra e, em seguida foi celebrada Missa Campal no lugar da futura Capela. E a renda desta festa somou Cr$210.000,00.
Com a construção da Capela foi escolhido o Sr Luiz Andreassa como Presidente da Comissão da Igreja, o qual ficou até o final do ano de 1970. Não encontramos registrado o nome de todos os integrantes desta comissão, pois isso não foi mencionado.
Quatro anos se passaram. O bairro aumentou. Dom Manuel sempre preocupado de bem atender às suas ovelhas, vendo que dois sacerdotes de Campo Largo não podiam mais dar conta da imensa Paróquia de Campo Largo, resolveu desmembra-la.
E a Capela do Bom Jesus, ainda em construção, sem piso, sem teto e sem reboque, foi escolhida como Sede da nova paróquia em Campo Largo.
Em dezembro de 1965, veio um sacerdote polonês e Dom Manuel deu-lhe a Paróquia de Bateias e removeu o Vigário de Bateias para organizar a nova Paróquia do Senhor Bom Jesus.
Aos 16 de janeiro de 1967, Revmo Dom Manuel da Silveira D’Elboux eregia a nova paróquia pelo Decreto que segue:



Dom Manuel da Silveira D’Elboux
Por Mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica,
Arcebispo Metropolitano de Curitiba

DECRETO
de ereção da Paróquia do SENHOR BOM JESUS, da Cidade de Campo Largo

Tendo em vista o crescimento da população da Cidade de Campo Largo e, atendendo ao maior bem espiritual de uma porção do querido rebanho confiado à nossa solicitude e, desejando que os fiéis tenham vida paroquial mais intensa, de acordo com as diretrizes emanadas da Santa Sé, após ouvir o parecer do Colendo Cabido Metropolitano e do Revmo Vigário de Nossa Senhora da Piedade, de campo Largo, por este Nosso Decreto e, usando de Nossa Jurisdição Ordinária, segundo os cânones 1427 e 1428 do Código de Direito Canônico. Havemos por bem criar, como de fato criamos, - a Paróquia do SENHOR BOM JESUS, em Campo Largo, dando-lhe os seguintes limites: Partindo do km 24 da Rodovia do Café, Curitiba – Ponta Grossa, - desce a Rua Rocha Pombo, até a Rua 15. Segue dali, pela estrada velha à Ponte do Rio Pedreira (Cortume). Acompanhando este rio, encontra-se a Estrada da Ratada e, seguindo pela mesma, chega-se ao Alto do Itaqui, para depois, descendo, pela esquerda, encontrar a Estrada da Balsa Nova, junto à propriedade do Sr Teodoro Augustyn. Prosseguindo dali, igualmente pela esquerda, segue-se pela Estrada da Balsa Nova, até a sua Bifurcação com a Estrada de Pessegueiro e por esta desemboca-se na Estrada do Bugre, (em frente ao Sr José Merchiori). Dali, pela direita, segue-se até a Estrada Velha de Curitiba – Ponta Grossa; prosseguindo por ela, pela esquerda, encontra-se a Rodovia do Café. Pelo asfalto, vai ao Rio Papagaios, subindo à sua Cabeceira, para depois, em linha reta, alcançar a Cabeceira do Arroio Purunã e descendo por este desembocar no Rio Assunguí, tomando a Foz do Rio Taquaral. Por este, sobe até o ponto donde, em linha reta, alcança o Pantaninho. Toma-se a Estrada de Povinho, em direção do Retiro – Campo Largo, km 24 da Rodovia do Café, Ponto de Partida.

Servirá de Matriz da nova Paróquia a atual Igreja do Senhor Bom Jesus que terá todas as prerrogativas e privilégios que competem às Igrejas Matrizes. Pelo que deverá ter um Sacrário, onde se conserve, com a devida decência, verdadeiro culto e profunda reverência, o precioso tesouro do Santíssimo Sacramento; terá pia batismal fixa, com tudo o que se exige e o que é necessário a u’a matriz regularmente provida.
Mandamos que a Festa do Titular seja celebrada, todos os anos, com a solenidade devida e verdadeiro espírito de devoção e piedade. Mandamos que seja criado o Arquivo da Nova Paróquia, possuindo o mesmo todos os livros preciosos e os mais que nele se devem encontrar.
Mandamos, finalmente, que se observe com rigor tudo o mais que, com relação às paróquias, é determinado pelo Direito Canônico, por disposições arquidiocesanas e legítimos costumes.
Este Nosso Decreto seja lido em dia de Domingo ou festivo, depois transcrito no livro próprio de Nossa Cúria Metropolitana e nos livros de Tombo da nova Paróquia e da Paróquia de Nossa Senhora da Piedade.
Dada e passado, nesta Cidade Arquiepiscopal de Curitiba, sob o Nosso Sinal e Selo de Nossas Armas, aos 16 de janeiro de 1967, festa de São Marcelo, Papa e Mártir.
E eu Pe Paulo Iubel, Chanceler do Arcebispado, o subscrevi.
Dom Manuel da Silveira D’Elboux
Arcebispo Metropolitano de Curitiba

“Provisão” diga-se “Nomeação” do Primeiro Pároco

Cópia da Provisão que me fora benignamente concedida e que me constituiu Pároco (primeiro) da Nova Paróquia do Senhor Bom Jesus de Campo Largo.

Dom Manuel da Silveira D’Elboux
Por Mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica,
Arcebispo Metropolitano de Curitiba

Achando-se vago o cargo de Vigário da Paróquia do Senhor Bom Jesus, de Campo Largo, recém-criada. Havemos por bem nomear, como pela presente Nossa Portaria Nomeamos o Revmo Sr Padre Francisco Gorski Vigário encomendado da referida Paróquia, devendo tomar posse do cargo no prazo previsto pelo Código do Direito Canônico, entrando em exercício, do que se lavrará o competente termo no verso desta, e, juntando-a ao requerimento, solicitar-se-á a devida Provisão. Neste ínterim lhe concedemos as faculdades de estilo para administrar todos os Sacramentos a seus paroquianos.
Mandamos debaixo da santa obediência a todos os fiéis da Freguesia de Bom Jesus – Campo Largo, que reconheçam o Revmo Sr Padre Francisco Gorski por seu legítimo Vigário, e como tal o respeitem e lhe obedeçam em tudo a que são obrigados.
Esta será publicada à estação da Missa Paroquial de um Domingo ou dia Festivo, afim de que chegue ao conhecimento de todos e também integralmente transcrita no Livro de Tombo da Paróquia.
Dada e passada nesta Cidade Arquiepiscopal de Curitiba, sob. N. no Sinal e Selo de Nossas Armas, aos 16 de janeiro de 1967.
E eu, Padre Paulo Iubel, Chanceler do Arcebispado, a subcrevi.
Assim. + Dom Manuel da Silveira D’Elboux .
Arcebispo Metropolitano.

Registrado às fls 101v Lv 17
Taxa NCr$ 2,00
Curitiba, 16 – 01- 1967
Portaria de Nomeação de Vigário.

Nota: A demora da Tomada de Posse da nova Paróquia do Senhor Bom Jesus pelo seu primeiro Pároco foi causada por ainda não estar em condições de funcionar como paróquia.
A Igreja Matriz em construção e sem nenhuma aljaia – sem recursos econômicos para adquiri-los ocasionaram o retardamento da posse do Pároco. Mesmo, agora, ainda está em situação precária e com muita coisa a fazer.


Atualmente a Paróquia conta com 7 Capelas:

Capela Divino Espírito Santo
Capela Nossa Senhora de Fátima
Capela Santa Rita de Cássia
Capela São José
Capela São Judas Tadeu
Capela São Sebastião



AVISOS PAROQUIAIS – 14/02/2010

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Neste domingo (07/02), Festa na Capela São Sebastião (Itaqui de Cima) às 10h Santa Missa, 12h. almoço e às 13h: 30m. Festival de prêmios. Neste domingo também das 13h às 18h, no salão Paroquial Carnaval Cristão, promovido pelos grupos de jovens da Paróquia.

Horários de Missas na Quarta- feira de Cinzas.
Matriz: às 10h e às 19h
São José: 8:30h
Nossa Sra. De Fátima:8h:30m
Divino Espírito Santo: 18h
São Sebastião: 18h:30m
São Judas Tadeu: 19h:30m
Santa Rita de Cássia: 20h

Dia 19/02 (sexta-feira), às 19h30m, na Igreja reunião para os coroinhas da Matriz.

Sábado (20/02) às 16h, batizados na Matriz, inscrições na secretaria até dia 19/02. Também neste dia às 19h. na Capela Divino Espírito Santo reunião para tratar sobre Associações de Moradores com Dr. Marino Galvão.

Estão abertas as inscrições para o curso de noivos: do dia 09 a 18/02, na secretaria paroquial.

Dia 21/02 (domingo), festival de prêmios na Capela Divino Espirito Santo (Jardim Social) inicio às 14h.

Dia 28/02 na Matriz Retiro para lideranças da Paróquia das 13h:30m, Interessados procurar na secretaria Paroquial até o dia 24/02.

PAPA BENTO NOMEIA NOVO BISPO PARA NOSSA ARQUIDIOCESE!


O Papa Bento XVI nomeou monsenhor Rafael Biernaski, que atualmente trabalha em Roma, como bispo auxiliar da arquidiocese de Curitiba (PR). Monsenhor Rafael atua na chefia de seção da Congregação para os Bispos, no Vaticano.



O Santo Padre acolheu a solicitação do arcebispo de Curitiba, Dom Moacyr José Vitti, de poder contar com a colaboração de um bispo auxiliar.

Monsenhor Rafael Biernaski é curitibano e nasceu no dia 10 de novembro de 1955. Ingressou no Seminário Arquidiocesano de São José, em 1968. Em 1975 entrou no Seminário Maior Rainha dos Apostólicos, cursou Filosofia na Universidade Católica do Paraná e Teologia no Studium Theologicum de Curitiba. Foi enviado a Roma para os estudos superiores junto à Pontifícia Universidade Gregoriana, obtendo o Mestrado e o Doutorado em Teologia Dogmática, em 2007.

Foi ordenado sacerdote no dia 13 de dezembro de 1981 pela Arquidiocese de Curitiba. Como sacerdote diocesano participa da União dos Presbíteros de Schoenstatt. Foi vice-coordenador arquidiocesano de Liturgia, diretor espiritual do Seminário São José e professor do curso para Formadores de Seminaristas, no México.

QUARESMA: TEMPO PROPÍCIO DE CONVERSÃO!


Chama-se Quaresma os 40 dias de jejum e penitência que precedem à festa da Páscoa. Essa preparação existe desde o tempo dos Apóstolos, que limitaram sua duração a 40 dias , em memória do jejum de Jesus Cristo no deserto. Durante esse tempo a Igreja veste seus ministros com paramentos de cor roxa e suprime os cânticos de alegria: O "Glória", o "Aleluia" e o "Te Deum".


Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Nesse tempo santo, a Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade.

Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa.

Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo.


Por que a cor roxa?

A cor litúrgica deste tempo é o roxo que simboliza a penitênica e a contrição. Usa-se no tempo da Quaresma e do Advento.

Nesta época do ano, os campos se enfeitam de flores roxas e róseas das quaresmeiras. Antigamente, era costume cobrir também de roxo as imagens nas igrejas. Na nossa cultura, o roxo lembra tristeza e dor. Isto porque na Quaresma celebramos a Paixão de Cristo: na Via-Sacra contemplamos Jesus a caminho do Calvário

Qual o significado destes 40 dias?

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.

O Jejum

A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função. Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.

Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.

O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.

Qual é a relação entre Campanha da Fraternidade e a Quaresma?

A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto, visando a transformação das injustiças sociais.

Desta forma, a Campanha da Fraternidade é maneira que a Igreja no Brasil celebra a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do Senhor.

Quais são os rituais e tradições associados com este tempo?

As celebrações têm início no Domingo de Ramos, ele significa a entrada triunfal de Jesus, o começo da semana santa. Os ramos simbolizam a vida do Senhor, ou seja, Domingo de Ramos é entrar na Semana Santa para relembrar aquele momento.

Depois, celebra-se a Ceia do Senhor, realizada na quinta-feira Santa, conhecida também como o lava pés. Ela celebra Jesus criando a eucaristia, a entrega de Jesus e portanto, o resgate dos pecadores.

Depois, vem a missa da Sexta-feira da paixão, também conhecida como Sexta-feira Santa, que celebra a morte do Senhor, às 15h00. Na sexta à noite geralmente é feita uma procissão ou ainda a Via Sacra, que seria a repetição das 14 passagens da vida de Jesus.

No sábado à noite, o Sábado de Aleluia, é celebrada a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo. Nela o Círio Pascal é acesso, resultando as cinzas. O significado das cinzas é que do pó viemos e para o pó voltaremos, sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um ciclo. Os rituais se encerram no Domingo, data da ressurreição de Cristo, com a Missa da Páscoa, que celebra o Cristo vivo.

CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

“Economia e Vida” é o tema da Campanha da Fraternidade 2010


A Campanha da Fraternidade 2010 traz como tema “Economia e Vida” e como lema “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt 6,24). Como aconteceu nos anos de 2000 e 2005, também nesta ela é ecumênica.

Seu objetivo é colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal de cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão.

Nela as comunidades cristãs são convocadas a deixar-se guiar pelas palavras de Jesus: “Não acumuleis para vós tesouros na terra, onde as traças e os vermes arruínam tudo, onde os ladrões arrombam as paredes para roubar.

Mas acumulai para vós tesouros no céu” (Mt 6,19-20). Ela quer ajudar a construir novas relações, apontando princípios de justiça, denunciando ameaças e violações da dignidade e aos direitos, abrindo caminhos de solidariedade. A vida em fraternidade é expressão do Evangelho e testemunha nossa condição de filhos e filhas de Deus.

A fraternidade e a solidariedade suscitam uma sociedade em que todos se sintam como família, em paz, harmonia e segurança. Ela acontece durante a Quaresma que é um período propício para a conversão, momento favorável, tempo de conversão. No entanto, esta conversão não se limita ao tempo da Quaresma, mas deve produzir frutos que permaneçam para a vida eterna.

A Campanha da Fraternidade Ecumênica contribui para a vivência do espírito quaresmal, promovendo a conversão da pessoa em todas as suas dimensões: pessoal, comunitária e social.